Saudade da minha terra, terra quente, retorcida pelo calor e por falta d’água.
Saudade da minha gente que ficou para trás. Meu coração também ficou com a saudade.
Saudade da minha mocidade.
Saudade dos tempos em que jovem me gabava da formosura.
Saudade das corridas na caatinga e mergulho nos açudes.
Saudade da minha infância que ficou bem para trás.
Saudade dos meus amigos, pois muitos já se foram.
Saudade dos tempos de alegria e felicidade em minha terra.
Saudade da Maria que ficou muito longe, longe ficou meu amor.
Saudade da minha bota e do meu cavalo que tantas montanhas cavalgamos.
Saudade da mocidade em que tinha delírios de liberdade.
Saudade de minha mãe que ficou enterrada naquela terra quente e retorcida.
Saudade, saudade da saudade que tenho quando lembro dos meus irmãos.
Saudade do meu pai, que tanto me ensinou, que me ensinou a montar e conhecer o bem.
Saudade que hoje é só saudade, e ainda longe da minha terra.
Saudade daqueles que ficaram e que hoje nem sei se lá estão.
Saudade da minha vida em que nada pensava, só folgava.
Saudade da vida, sim da vida. Vida boa, sem malícia e necessidade. Seria bom se um dia voltasse tudo como era antes.
Saudade... Agora só me resta a Saudade de tudo o que era quando lá morava.
Saudade...
Luiz Ricardo
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